Na SEICOMEX, entendemos que o caminho da importação envolve várias etapas, riscos e decisões que impactam custos, prazos e conformidade. Para deixar esse conteúdo mais autoral, reunimos informações da nossa equipe — que está na linha de frente das operações — e feedback direto de clientes. Abaixo, você encontrará os erros mais comuns observados em práticas de importação, com soluções práticas para evitar cada um deles. Este texto é fruto de uma pesquisa interna feita pela equipe de marketing e pelo time técnico da SEICOMEX.
1.Classificação incorreta da mercadoria (NCM)
- O que acontece: a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) nem sempre reflete com precisão as características do item, levando a reclassificações incorretas.
- Por que ocorre: falta de revisão detalhada das especificações do produto e de atualização sobre códigos mais atuantes.
- Riscos: tributos ausentes ou cobrados a maior, atrasos na liberação aduaneira, retrabalho e fiscalização.
Como evitar:
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- Revisar a NCM com base em todas as características técnicas do item (descrição, uso, composição).
- Consultar bases de dados atualizadas e, quando necessário, buscar suporte especializado.
- Alinhar a classificação com o fornecedor e o despachante aduaneiro antes do embarque.
- Documentar claramente a função e a composição do produto nas notas fiscais e na documentação de embarque. Dica SEICOMEX: crie um procedimento interno de verificação de NCM antes de emitir a documentação de importação.
2.Escolha inadequada de Incoterms
- O que acontece: decisões sobre Incoterms sem clareza sobre responsabilidades de custos, riscos e logística.
- Por que ocorre: pressão por reduzir custos ou falta de conhecimento sobre o impacto de cada Incoterm.
- Riscos: encargos extras, surpresas de custo, atrasos e tomada de decisões inadequadas em etapas críticas.
Como evitar:
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- Definir Incoterms na negociação inicial e documentar claramente no contrato de compra.
- Entender quem paga o quê (frete, seguro, desembaraço, impostos) em cada termo.
- Consultar um especialista em comércio exterior para selecionar o Incoterm mais adequado ao perfil da operação.
- Revisar periodicamente os termos conforme mudanças na cadeia de suprimentos. Dica SEICOMEX: oferecemos suporte para análise de Incoterms alinhada aos seus objetivos de custo e risco.
3.Falta de cuidado com a documentação (Invoice, Packing List, etc.)
- O que acontece: documentos não atendem aos requisitos do canal de importação ou chegam incompletos.
- Por que ocorre: desatenção aos requisitos específicos de cada modal, operadora ou órgão regulador.
- Riscos: atrasos na liberação, retenção de mercadorias e problemas de compliance.
Como evitar:
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- Utilizar checklists de documentos (fatura, packing list, certificados, declarações, licenças, se aplicável).
- Conferir consistência entre invoice e packing list (descrição, quantidade, valor, peso, dimensões).
- Garantir que os canais de importação exigem formatos e traduções específicos.
- Digitalizar e manter cópias acessíveis de toda a documentação. Dica SEICOMEX: padronize templates de documentos e faça revisões cruzadas entre as equipes de comércio exterior, logística e financeiro.
4.Descrição inadequada de materiais, falta de tradução/uso e finalidade
- O que acontece: descrição vaga ou ambígua do material, com traduções imprecisas.
- Por que ocorre: falta de precisão técnica, pouca clareza sobre o uso final e termos inadequados em idiomas.
- Riscos: reclassificação, problemas de duty/tax, atrasos na liberação, devoluções.
Como evitar:
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- Descrever o item com detalhes técnicos, materiais, uso pretendido e finalidade.
- Incluir descrições em português e no idioma exigido (geralmente inglês) para facilitar o despacho.
- Usar termos técnicos apropriados, códigos e, quando relevante, anexar fichas técnicas e MSDS (para químicos).
- Validar com o fornecedor e o despachante antes de emitir a documentação.
Dica SEICOMEX: desenvolva um guia de descrição de itens para a equipe de compras e de despacho.
5.Não se atentar ao radar e não classificar o produto adequadamente antes do envio
- O que acontece: envio sem validação prévia de restrições de importação (Radar/Siscomex) ou classificação inadequada.
- Por que ocorre: falta de checagem pré-embarque e desconhecimento de regras de radar.
- Riscos: bloqueio ou retenção pela fiscalização, sanções administrativas, multuas.
Como evitar:
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- Rodar checagens de Radar/Siscomex antes do embarque.
- Verificar listas de restrições, licenças e requisitos de embalagem.
- Manter um fluxo de aprovação interna para produtos com características sensíveis ou restritas.
Dica SEICOMEX: utilize listas de verificação de conformidade regulatória antes de cada envio e conte com nossa equipe para validação de itens sensíveis.
6.A crença de que “meu fornecedor vai pagar tudo”
- O que acontece: o comprador recebe promessas de que o fornecedor cobre todos os custos.
- Por que ocorre: entendimento inadequado sobre Incoterms e responsabilidades na prática.
- Riscos: custo final maior do que o esperado, disputas financeiras, atrasos.
Como evitar:
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- Entender claramente quais custos estão cobertos por cada Incoterm (transporte, seguro, impostos, desembaraço, dock-to-dock).
- Confirmar a distribuição de custos na Proforma/Contrato e na fatura final.
- Simular cenários de custo para diferentes incoterms antes de assinar o acordo.
Dica SEICOMEX: ajudamos a comparar cenários de custos com base no Incoterm escolhido, evitando surpresas.
7.Declaração incompleta ou incorreta de itens pelo vendedor externo
- O que acontece: envio de carga com itens não declarados ou com declaração inadequada, às vezes sem recolhimento de impostos.
- Por que ocorre: falta de controle de qualidade de vendedor, envio agregado com outras mercadorias, comunicação deficiente.
- Riscos: autuações pela Receita Federal, apreensão de mercadorias, multas e atraso significativo na liberação.
Como evitar:
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- Exigir descrição clara e separada de cada item na documentação.
- Verificar que todas as mercadorias declaradas correspondam aos itens efetivamente embarcados.
- Solicitar fatura separada ou nota fiscal detalhada para cada item, quando possível.
- Realizar auditorias periódicas com fornecedores quanto à transparência de conteúdo e impostos devidos.
Dica SEICOMEX: estabelecemos controles de conformidade com fornecedores e conduzimos due diligence para reduzir riscos de declarações incorretas.
Como a SEICOMEX pode ajudar
- Orientação completa em cada etapa da importação, desde a classificação da NCM até a liberação aduaneira.
- Suporte na definição de Incoterms adequados ao seu modelo de negócio.
- Preparação e validação de documentos: Invoice, Packing List, certificados e demais exigências.
- Descrição técnica precisa de itens, com traduções corretas, uso e finalidade bem definidos.
- Verificação pré-embarque de Radar/Siscomex e regras regulatórias aplicáveis.
- Auditória de fornecedores e due diligence para evitar surpresas na importação.
- Checklists e planos de melhoria contínua para reduzir retrabalho e custos.
Checklist rápido para evitar os erros mais comuns
- Confirmar NCM com base em todas as especificações do produto.
- Definir/incoterms com clareza e documentar no contrato.
- Revisar Invoice, Packing List e outros documentos antes do envio.
- Descrever itens com detalhes técnicos e traduções apropriadas.
- Rodar checagens de Radar/Siscomex antes do embarque.
- Não supor que o fornecedor paga tudo; revisar responsabilidades de custos.
- Garantir declaração completa de todos os itens e impostos devidos.
Os erros identificados pela nossa equipe e pelos feedbacks de clientes são comuns, mas totalmente evitáveis com planejamento, checagens e alinhamento entre todas as partes da cadeia. A SEICOMEX está pronta para apoiar sua empresa em cada etapa, reduzindo riscos, prazos e custos operacionais.
Observação: este conteúdo reflete as percepções da nossa equipe e o feedback de clientes, destacando boas práticas. Não substitui consultoria jurídica ou fiscal especializada.





