Systax faz pesquisa sobre nível de erro em tributos de mercadorias

Você sabia que os erros de tributação cometidos pelo vendedor podem resultar multas para o comprador também? Para muitos isso é novidade. Pensando nisso, a Systax (empresa de inteligência fiscal), realizou uma pesquisa para avaliar os desafios do mercado com relação a tributação brasileira.

Com um acervo organizado com mais de 18 milhões de regras tributárias, a Systax entrevistou 845 empresas, destas, a maior parte tem como principal atividade o comércio, o segmento é o mais impactado com possíveis erros de tributação, pois é comum seguirem informações, especialmente a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), adotada pela indústria.

Os que não analisam os tributos na hora da compra representaram 24% com relação ao total de entrevistados e 45% afirmaram definir junto de seus fornecedores os tributos incidentes. A verificação sobre os tributos é feita somente quando o comprador recebe a NF-e. Para a maioria dos entrevistados, isso acarreta em um impacto negativo, pois já houve a circulação de uma determinada mercadoria, o documento fiscal não pode ser mais cancelado.

Existe também a verificação e escolha correta da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) que é o ponto de partida para identificação da regra fiscal, tanto do IPI, quanto do ICMS, PIS e Cofins. Simplesmente 35% das organizações adotaram a NCM do fornecedor e isso pode trazer consequências tributárias negativas.

Segundo Fábio Rodrigues, “ao conhecermos os resultados dessa pesquisa, um dos pontos que chamou nossa atenção é que 38% das empresas respondentes já tinham sido autuadas ou sofrido impactos negativos em decorrência a erros de seus fornecedores e pela falta de verificação entraram nessa fatia. O grande número de empresas que, de certa forma, não destinam forças para suas áreas fiscais e tributárias também nos impressiona”.

A pesquisa serve de alerta para muitos importadores, pois a tributação errada pode impactar, inclusive, na formação do custo do produto. O ideal é que esse processo seja realizado já na fase do pedido, mas isso é feito por apenas 21% das empresas respondentes.

Fonte: Bysoft